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quarta-feira, abril 06, 2011

amar-te era um desassossego. tanto estavas sentado na cama, como em pé encostado ao guarda-roupa. os meus olhos tremiam de tanto te procurar.
nunca pensei perder-te, porque nunca pensei que fosse possível que tu te fosses embora. tem piada, é como se costuma dizer, "só nos apercebemos do que tínhamos, quando o perdemos", e aqui estou.
não é que esteja triste, deprimida, ou nada que se pareça. já se passou tanto tempo, e nem uma lágrima derramei. não é que não gostasse de ti, ou que goste demasiado, simplesmente deixei de me importar.
se calhar fizeste aquilo que eu nunca seria capaz de fazer. foste forte, e tão cobarde. saíste de cabeça baixa, e sabendo que nunca mais ias voltar. saíste sozinho, vazio, e a amar-me de coração pleno. e sim, eu vi-te ir embora, e deixei. não é que não te queira, e perdoa-me, mas se calhar até foi melhor assim. um hábito tem sempre um fim. e se no início me doeu, agora só me irrita, e mais tarde nada me vai dizer.
se calhar um dia vais aparecer, julgando que o tempo não passou por nós. e é provável que te abra a porta sem agonia e desassossego. se calhar aí vais pegar-me ao colo e encostar-me á parede. mas agora não.
se um dia voltares e eu te abrir a porta, não digas nada. eu vou entender.

terça-feira, abril 05, 2011

adeus cabelo, foi um prazer conhecer-te.

segunda-feira, abril 04, 2011

são 4:13 da manhã, e aqui a esperteza, continua de olho aberto e enfiada no computador em vez de estar a dormir..
e eu que supostamente amanhã devia estar a saltar da cama às 10, para ir ao ginásio e ter tempo para dar um belo corte no meu lindo cabelo. 
oh céus!

sábado, abril 02, 2011

ando a comprar tanta coisa, e tenho tanta coisa para mostrar, que até me esqueço!
tenho de tirar uma horazinha para fotografar tudo o que adquiri nos últimos dias.. 
(e já agora.. precisava mesmo era de ir fazer mais umas aquisições que bem me fazem falta! - sou horrível!)

sexta-feira, abril 01, 2011

smells like a summer day.

não sei se sou só eu. nem sei se é por estar feliz e bem disposta. se calhar é do tempo.
hoje saí de casa de t-shirt e chinelos nos pés, sem óculos-de-sol e com cara de sono, mas com o maior sorriso do mundo. o tempo muda-nos a alma, e é bem verdade. 
caminhar pela rua, sem ver ruas sombrias, e pessoas tristes com guarda-chuvas abertos, que quase nos batem no corpo, é doce. e eu senti-me tão bem, rodeada de gente, e com o sol a bater-me na cara..

e talvez seja de mim.. mas neste dia tão grande e solarengo, a única coisa que me conseguia lembrar, já a fazer-se tarde, era que me cheirava à tipica tarde de verão.. cheiro a terra, aquele cheirinho que anda no ar, e que me faz sentir quente.
sinto falta de andar descalça pela rua, pela terra, pela calçada.. por todo o lado! sinto falta das pernas nuas, e de água salgada..
que falta que faz..



quarta-feira, março 30, 2011

tenho andado um pouco ausente.
ando cheia de sono, e cheia de trabalho. mas vou pôr mãos à obra, i promisse.

segunda-feira, março 28, 2011

nonsense.

é engraçado.. há bocado estava a pensar.. eu que sempre vivi numa cidade minúscula, e que há coisa de três anos me mudei para uma cidade gigante, que me assusta e me faz ficar perdida. parece tudo tão pequeno e fácil. transportes para aqui e ali, e no fim, estamos tão longe uns dos outros, e tão longe de tudo. 
lisboa é assim. é complicada, envelhecida e cheia de encantos, mas demasiado grande. queremos fazer e combinar tantas coisas, e acabamos por ficar no mesmo sítio sem fazer nada, só porque demoramos tanto e nunca gostamos de andar sozinhos.. a divagar por estas ruas enormes ou demasiado apertadas, e frias. - e sim, eu sou da opinião que as ruas de lisboa são frias, as ruas e as pessoas, que já fazem parte delas. as pessoas aqui, são tristes e cansadas, e parece que nunca gostam de ninguém. não se vergam por nada.
tenho saudades de estar no meio cantinho, mais pequeno e mais doce. onde o sol pode nem bater todos os dias, mas as pessoas são quentes e afectuosas, e apesar de viverem cheias de problemas, como todos nós, são felizes e transportam sempre um grande sorriso na face.
há três anos, não me parece que tivesse sequer uma pequena ideia do que tudo isto viria a ser. mas deve ter sido destino.. ter ficado por aqui, nesta cidade enorme, e perdida com tanta gente. teria sido tudo diferente se não fosse assim.
queremos ir a tantos sítios, queremos ver tanta gente, e conhecer tantas coisas. os planos perdem-se, porque o tempo é pouco, e é tudo tão demorado, que as folhas de planos envelhecidos se desfazem, como se se perdessem pelo vento que as arrasta pelo chão. e eu estou farta de ir a lado nenhum. 
levem-me para outro sítio, preciso ver pessoas quentes.